Treinamento Shaolin

            Sem esforço não existe evolução












Parece roteiro de filme de luta e soa meio estranho ver homens sendo equilibrados por ganchos, presos no teto apenas amarrados pelo pescoço ou contorcendo-se de maneira inusitada, mas este é o treinamento para tornar-se um legítimo monge Shaolin.
É através de qigong (exercícios cuja aplicação visa influenciar a circulação do sopro vital no corpo humano), que os rapazes aprendem a quebrar pedras e placas de ferro com a cabeça e esmagar tijolos. Mesmo as mais vulneráveis partes do corpo tornam-se impenetráveis a um ataque, como o estômago ou a garganta, que podem resistir a uma faca afiada. 






 O segredo está no treinamento. A única forma de reforçar a energia corporal e aumentar a resistência estrutural é através da repetição de exercícios, dia após dia. Para fortalecer os punhos – que são frágeis e propensos a danos – os alunos diariamente socam paredes durante horas. Para proteger o cérebro, os alunos sofrem ataques repentinos, sendo atingidos na cabeça. O duro aprendizado ajuda-os a resistir ao choque em caso de ataque.












                    logo mais postarei mais treinamentos shaolin e videos.

textos e frases budistas

                                              FRASES PARA PENSAR.


O segredo da saúde,mental e corporal,está em não se lamentar pelo passado,não se preocupar com o futuro,nem se adiantar aos problemas,mas,viver sabia e seriamente o presente.

"A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai."
"O Eu é o mestre do eu . Que outro mestre poderia existir ?
Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe é o outro extremo.
Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos,
e seguir o Caminho do Meio."


Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

"Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha."
Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.


Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima.

"Jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio; o que acaba com o ódio é o amor."

"A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantém separados."
Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas
                        
Mesmo o homem de bem prova maus dias enquanto as suas boas ações não produzirem frutos; mas quando amadurecerem as suas boas ações, então provará dias felizes.


"Quem vence os outros é forte; quem domina o seu desejo é poderoso."

Como uma árvore, que embora derrubada, continua a crescer enquanto as suas raízes estiverem sãs e firmes, assim também continuará a sofrer mais e mais o homem que não tenha extirpado a sua cobiça.

"A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los"
Não confies nos confiantes, nem nos desconfiados confies, por confiar é o leão vencido.

"Saber o que alguém não saiba, é saudável. Cogitar se alguém sabe o que ele não saiba, é doença."

 "Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida."
Não fales asperamente a ninguém, pois aqueles a quem falas te responderão no mesmo tom.

"O homem prudente prefere ser o último - e é colocado primeiro."

Não é justo aquele que julga às pressas, ou usa da violência; o sábio serenamente considera o que é certo e o que é errado.

"Toda a dificuldade deve ser resolvida enquanto ainda é fácil."

"Como a água, quanto mais elevado o bem, mais benefícios espalha, e contudo penetra em lugares escuros que os homens desprezam."

"Se não desejas estar na frente, comporta-te como se estivesses atrás."

O nosso próprio eu é o mais difícil de dominar.

A verdadeira caridade surge espontaneamente de um coração simpático, antes mesmo que qualquer pedido seja feito. Ela é a pessoa que dá, não ocasionalmente, mas constantemente.

Vemos os defeitos alheios panoramicamente; o difícil é vermos as nossas próprias falhas.

É bom domesticar a mente que, de difícil domínio, e veloz, corre para onde lhe agrada; a mente domesticada traz felicidade.

Os insensatos, que acreditam serem sábios, são inimigos de si mesmos; fazem más ações, das quais, por fim, só colhem frutos amargos.

 "É melhor acender uma vela que amaldiçoar a escuridão."
Jamais se justifica a ira num sábio.

O néscio pode associar-se a um sábio toda a sua vida, mas percebe tão pouco da verdade como a colher do gosto da sopa. O homem inteligente pode associar-se a um sábio por um minuto, e perceber tanto da verdade quanto o paladar do sabor da sopa.



Não são os cabelos brancos que fazem o ancião; de qualquer velho que só tenha idade, pode-se dizer que envelheceu em vão.

Retribui-se honra com honra e amor com amor.

Se a tua aspiração é fraca, não basta, mas se é exagerada, trarar-te-à demasiados sofrimentos.

Quando impera a concórdia entre os pássaros, eles destroem a armadilha; quando entre eles vinga a discórdia, caem presa da armadilha.

Não há, nunca houve, nem nunca haverá um homem que seja sempre censurado, ou um homem que seja sempre louvado.

 "Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior covardia."
O teimoso que nunca atende ao conselho amistoso, encaminhar-se-á na certa para o perigo.

Não importunes um homem cuja amizade prezas, pois o mendigares dele te desacreditaria no seu conceito. 

É da ignorância e da avidez que surge o mundo do erro, e as suas causas e condições existem apenas dentro da mente, em nenhum outro lugar mais.

Vãos são os benefícios feitos aos indignos, mas compensador é o menor favor prestado aos bons.

É penoso conviver com desiguais.

A companhia dos néscios, como com um inimigo, é sempre penosa; a companhia dos sábios é como o encontro com parentes queridos. 

Antes chorar pelos vivos do que pelos mortos.

Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele.

Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos
amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá
ferir? Que mal você poderá fazer.

                                         O MONGE E A PROSTITUTA 

Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
- Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.

Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.

O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo:
"A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora".

E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

- Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!

A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:

- Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?

Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:

- Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:

- São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.





"A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los."
(Confúcio)


















Terço budista (Odyuzu)

  "O odyuzu é um instrumento budista que representa            determinação"



Na antiguidade, quando alguns seguidores abandonavam a prática, rompiam as contas simbolizando a desistência da prática. Porém, quando isso acontece, interpretamos que a determinação, na verdade nunca existiu, pois a determinação de um budista é considerada algo que deve durar para sempre, tal como exprime a simbologia do odyuzu.

      Qual será o Odyuzu que você possui?

 

Hoje em dia existem diversos modelos, feitos de diversos tipos de matéria prima. Mas, na antiguidade eles eram principalmente confeccionados a partir de algum tipo de madeira bem dura.
Na antiga Índia, o Odyuzu confeccionado com o fruto da árvore sob a qual Buda atingiu a iluminação (Bodaidyu. Capa da Revista n.57) era considerado o melhor. No Sutra Dyuzu kudokukyou (O Sutra da virtude do Odyuzu) consta da seguinte forma.

"Contas feitas de ferro aumentam a virtude da prática em 5 vezes.
Contas feitas de bronze vermelho aumentam a virtude da prática em 10 vezes.
Contas feitas de pérolas ou corais aumentam a virtude da prática em 100 vezes.
Contas feitas da madeira da árvore Mokuuushi I aumentam a virtude da prática em 1.000 vezes.
Contas feitas com o fruto da lótus aumentam a virtude da prática em 10.000 vezes.
Contas feitas de jade aumentam a virtude da prática em 1.000.000 de vezes.
Contas feitas de cristal aumentam a virtude da prática em 1.000.000 de milhão de vezes.
E, contas feitas de Bodaishi² aumentam a virtude infinitamente".

1. Considerada no Japão como a árvore que produz contas para odyuzu.

2. Considerada na Índia como a árvore que produz contas para odyuzu. Marrom, de superfície áspera e porosa.

Dessa forma podemos verificar que desde a época de Buda já existiam vários tipos de odyuzu. Hoje, já existem várias outras matérias primas utilizadas na confecção de odyuzu como, plástico, vidro, pedra, marfrm e outros.

Todavia, como o próprio nome já diz "contas", é um instrumento religioso budista que servia para quantifIcar interiormente quantas vezes realizou determinada prática. De maneira alguma, pelo espírito primordial, pode ser dito que pelo material utilizado na confecção um é melhor que o outro e etc,.

                                           Existem vários formatos de odyuzu


Além das diferentes matérias primas de um odyuzu, existem diferentes formatos. Alguns tem o formato da circunferência do crânio humano, outros tem borlas (Fussa) longas outros curtas. Alguns tem poucas contas outros mais. Existem odyuzu de 14,21,27,42,54,108 e até 1080 contas.

Também, além do nome Odyuzu (assim chamamos na HBS), o terço budista é chamado de nendyu ou zuzu. Em sânscrito "odyuzu" é chamado de lapa-mala. lapa, significa recitar, e mala, impurezas. Ou seja, recitar o mantra para que as impurezas, imperfeições sejam extirpadas.

Tradicionalmente um odyuzu deve possuir 108 contas (que representam as 108 paixões ou imperfeições mundanas), mais quatro (de tamanho ou cor diferenciada) que representam os Quatro Bodhisattvas Primordiais (Jyougyou, Muhengyou, Dyougyou, Anryuugyou) somando um total de 112 contas em sua enfiada principal.

Há duas grandes contas (diferenciadas pela cor ou tamanho maior) que ficam logo acima das borlas que representam respectivamente os Budas, Shakamuni (Buda Histórico, à esquerda) e Buda Tahou (Buda dos muitos Tesouros, também tido como Buda testemunha do Sutra Lótus, à direita).

Existem cinco borlas nas extremidades das duas grandes contas. Das cinco borlas uma é mais curta que as quatro demais, e possui apenas dez enfiadas de contas que representam os dez mais notáveis discípulos de Buda, e se localiza à esquerda, logo abaixo do mestre Buda Shakamuni.

Há quatro contas (de formato diferenciado) que se localizam nas extremidades das demais quatro borlas, representam os Quatro Reis Guardiões Celestiais. Protetores de cada região do universo, norte, sul, leste e oeste.

De acordo com este formato o odyuzu deve ser utilizado da seguinte forma (foto capa). O lado que tem 3 borlas vai na mão esquerda. Como é o lado em que se encontram o Buda histórico e seus discípulos, segue a simbologia da antiga Índia de esconder o lado esquerdo do corpo, considerado impuro. *Detalhe: Antes de introduzir o dedo médio da mão direita dentro da parte direita do odyuzu, torcemos meia-volta o terço, assim, cruzando as contas, elas se unem mais facilmente entre nossas mãos. Também é assim que tradicionalmente se usa.

Utilizando o odyuzu desta forma e se colocando em postura de devoção, estará num só ato demonstrando consciência em eliminar todos os males e praticar todo o bem conforme o seguimento dos ensinamentos budistas.

                                     Conto sobre a origem do Odyuzu 

 Na antiga Índia, existiu um rei chamado Haruri. Certa vez ele fez a seguinte pergunta a Buda:

"Em meu pequeno país não chove há muito tempo. Estamos sendo assolados pela seca e fome. Devido a isso as pessoas estão com muita dificuldade para se dedicarem à prática budista. Por favor, nos ensine algum tipo de prática que mesmo diante desta difícil situação possa ser realizada". Buda respondeu da seguinte forma:

"Grande Rei, se desejar extinguir as paixões mundanas e realizar a prática budista, faça uma enfiada com 108 contas, carregue sempre consigo e a cada oração recitada passe uma conta adiante. Se após fizer isso por 200.000 mil vezes e seu sentimento ainda não se transformar, ao menos receberá um alívio celestial. Se fizer isso 1.000.000 de vezes, após isso terá encontrado um estado em que não mais será atingido pelo sofrimento."

Na antiguidade, os praticantes do budismo usavam o odyuzu para contar as súplicas que faziam diante de uma imagem. Acreditavam que cada súplica extinguia uma das paixões mundanas que possuíam. De acordo com essa crença o ser humano se aproximaria do estado de Buda, concretizaria a iluminação de uma forma simples e rápida. Porém, na realidade as paixões mundanas não se acabam dessa forma.

Por outro lado se usarmos corretamente o odyuzu, unindo as mãos em postura de devoção (Gasshou), sentiremos que essas paixões (108) mundanas estarão espremidas entre os Budas (contas maiores). Cada súplica e oração feita com fervor, fará com que o nosso Buda Primordial interior interfira nas nossas paixões mundanas ocasionando uma transformação aguda em nosso ser. Isto é, nos tomaremos em indi víduos que não só pensam em si próprio, mas como também que têm capacidade de ter compaixão pelos outros.

Portanto, o importante é buscar essa transformação usando o odyuzu em nossas orações, e nos esforçarmos na prática diária da oração do Namumyouhourenguekyou, porque, diminuindo as nossas paixões mundanas, diminuirão também todos os nossos sofrimentos.

                                                            Cuidados 
 Como o odyuzu é um objeto de extrema importância para nós budistas, devemos tomar cuidado com o seu zelo e manuseio também. Segue abaixo alguns cuidados:

- Guardá-lo sempre num porta-odyuzu, ou invólucro especial para carregá-lo.

- Nunca guardá-lo em bolsos abaixo da cintura.
- Não colocá-lo diretamente em cima de um assento.
- Sempre que adquirir um odyuzu solicitar a consagração a um sacerdote.
- Utilizá-lo com as mãos limpas.
- Não esquecer de utilizá-lo nas orações.
- Se não tem um odyuzu, esforçar-se para ter. (é preciso ser um fiel budista)
- Não utilizá-lo como amuleto. O alvo de adoração sempre será a Imagem Sagrada.
- Utilizá-lo sempre com todo cuidado e respeito e, outros cuidados que naturalmente deve-se ter quando sabe-se que é uma peça importante para a prática budista e que representa a determinação de todo o devoto budista.

A LENDA DE BODIDHARMA

Durante as dinastias do Norte e do Sul, o principal regime começou a atacar a área central da China, e a ordem social foi rompida. Isto criou um crescente interesse no estudo religioso. Em conseqüência, muitas figuras religiosas entraram no país. Uma, em particular, foi Bodhidharma.
Bodhidharma é uma figura obscura na história do budismo. As fontes mais fiéis para nosso conhecimento são Biographies of the High Priests (Biografias dos Altos Sacerdotes) do Sacerdote Taoh-suan (654 d.C.) e The Records of the Transmission of the Lamp (Os Registros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual) do Sacerdote Tao-yuan (1004 d.C.).

Apesar destas fontes aparentemente autênticas, os modernos estudiosos ou têm sido relutantes em aceitar qualquer versão da existência de Bodhidharma ou afirmam que Bodhidharma é uma lenda. Muitos historiadores budistas, contudo, denominaram Bodhidharma o 28º Patriarca do Budismo,dando provas de sua existência.
Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma. Bodhidharma foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá. 
Os relatos das atividades de Bodhidharma na China variam consideravelmente. O livro Biografias dos Altos Sacerdotes, de Tao-hsuan, afirma que Bodhidharma chegou à China durante a dinastia Sung (420-479 d.C.) e as dinastias do Norte e do Sul (420-581 d.C.) e mais tarde viajou para o norte para o reino de Wei. Mas a data tradicional dada para a entrada de Bodhidharma, segundo o livro Biografias dos Altos Sacerdotes de Tao-hsuan que foi preciso em colocá-lo no templo Yung-ning em Lo-yang em 520 d.C. O livro ainda afirma posteriormente que um noviço budista chamado Seng-fu juntou-se aos seguidores de Bodhidharma, foi ordenado por Bodhidharma e então viajou para o sul da China, onde morreu com a idade de 61 anos. Um simples cálculo matemático nos diz que se Seng-fu estava de fato com 61 anos em 524 d.C. e possuíra a idade mínima aceitável para ordenação (20 anos), teria estado com 20 anos em 483 d.C., colocando o monge indiano na China mais cedo do que a data tradicional.
Uma variação no tema acima, encontrada em Os Resgistros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual, situa Bodhidharma em Cantão em 527 d.C. Após passar algum tempo lá, ele viajou para o norte, encontrando o Imperador Wu da dinastia Liang (502-557 d.C.) em Ching-ling (agora Nanquim).
Quando Wu viu Bodhidharma (diz a lenda), ele lhe perguntou: "Eu trouxe as escrituras de seu país para o meu. Construí templos de grande beleza e fiz com que todos abaixo de mim aprendessem as grandes doutrinas budistas. Que recompensas eu receberei na próxima vida por isso?"Bodhidharma replicou: "Nenhuma!" (referindo-se à crença budista de que se você fizer alguma coisa esperando recompensa, pode esperar nada).O rei ficou tão furioso que baniu Bodhidharma do palácio. Bodhidharma novamente se dirigiu para o norte.

Viajou para a província Honan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung.
Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch'an. A lenda diz que além de formar o ch'an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, vimos que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China.

É mais provável que, sendo um mosteiro, Shaolin abrigasse muitos fugitivos da justiça, fugitivos que eram também guerreiros hábeis tornavam-se monges. Contudo, acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento. Dois famosos clássicos, Sinew Change Classic e Washing Marrow são tidos como escritos por Bodhidharma ou seus seguidores baseados em seus ensinamentos. Destes clássicos vieram empregos da luta na forma do punho de pedra e das 18 mãos de lohan. Durante esta época, as artes marciais da China separaram-se em duas formas distintas: boxe interno (nei-chia) e boxe externo (wai-chia). 
O estilo Shaolin de Kung Fu começou sua segunda transição durante a dinastia Yuan (1206-1333 d.C.), quando um monge chamado Chueh Yuan (também chamado Hung Yun Szu) aperfeiçoou o sistema para reunir 72 formas ou técnicas. Mais tarde, os 72 movimentos foram estudados por Pai Yu-feng e Li Cheng da província Shansi. Além dos métodos de Chueh Yuan, eles também estudaram as 18 mãos de lohan de Bodhidharma e fundiram os métodos para inventar 170 técnicas. Estes 170 métodos formaram a base do atual estilo Shaolin, um estilo que é muito complexo em seus métodos e diversificação. Pai Yu-feng ensinou que um homem tem cinco príncipios: força, ossos, espírito, tendões e ch'i (energia interior).

Chi kung

O que é o chi kung?
 
Chi kung é a arte de desenvolver a energia vital particularmente para a expansão da saúde, da mente, vitalidade e cultivo espiritual.
Tradicional: 氣功; pinyin: Qìgōng; Wade-Giles: ch'i4 kung1; Thai: ชี่กง) é um termo de origem chinesa que se refere ao trabalho ou exercício de cultivo da energia. Estes exercícios tem a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação de energia Chi (energia vital) no corpo.

História

O Chi Kung não foi criado por um único indivíduo e resulta de milhares de anos de experiências dos chineses no uso da energia para tratar doenças, promover a saúde e longevidade, melhorar as habilidades de luta, expandir a mente, alcançar diferentes níveis de consciência e desenvolver a espiritualidade. Apesar das diversas técnicas de Chi Kung terem se desenvolvido separadamente em diversos locais da China, em muitos casos se influenciaram mutuamente.
Derivado de técnicas milenares conhecidas como Tao Yin, o Chi Kung como é conhecido nos dias de hoje remonta à época da Dinastia Han (206 aC - 220 dC), quando começou a ser sistematizado. O próprio uso do termo Chi Kung é relativamente recente, data do início do século XX, sendo utilizado atualmente para referir-se a múltiplos exercícios, destinados a desenvolver a força (física, energética, mental ou espiritual) ou para fins terapêuticos, mediante a utilização da Energia Vital - Chi, ou Qi.

Fragmentos de diagrama possivelmente representando formas de Chi Kung, encontrado em uma tumba da Dinastia Han, na cidade chinesa de Ma Wang Tui.

zA divulgação do chi kung no Brasil recebeu importantes contribuições de diversos mestres de origem chinesa que se radicaram no país.
A partir de 1975 os mestres Liu Pai Lin e Liu Chih Ming (pai e filho) começaram a realizar sua transmissão das práticas taoístas em São Paulo, centradas no Instituto Pai Lin de Ciência e Cultura Oriental e no Centro de Estudos de Medicina Tradicional Chinesa (CEMETRAC).
Em 1986 o mestre Wang Te Cheng, desembarca no Brasil e introduz uma variedade de técnicas para trabalho de energia, inclusive o avançado sistema Zhan Zhuang Qi Gong.
Desde 1988 o mestre Cao Yin Ming é responsável pela fusão dos conhecimentos tradicionais que recebeu de seus mestres com a instrução científica aprendida durante seu estudo no Instituto de Qigong e Medicina Chinesa de Shanghai, culminando com a fundação do Instituto de Acupuntura e Qi Gong China-Brasil, atualmente denominado Instituto de Acupuntura e Cultura Chinesa (veja as referências na seção "Ligações externas").
Ao retornar em 1990 de seus estudos na China, o mestre e alto sacerdote Wu Jyh Cherng começa a organizar no Rio de Janeiro o grupo que deu origem à Sociedade Taoísta do Brasil, aprofundando referências das práticas de Chi Kung no taoísmo religioso.


Chi Kung é um termo com um sentido tão amplo quanto o da palavra ginástica no ocidente, podendo ser aplicado a práticas com características muito diversas.
Um dos critérios para sua classificação os dividem em duas linhas, os estáticos e os dinâmicos. Têm em comum a busca da união do corpo e da mente num equilíbrio harmonioso.
Algumas formas de Chi Kung são utilizadas não apenas como uma forma terapêutica de melhorar a saúde do praticante, mas também como um instrumento para tratar da saúde de outras pessoas. A forma mais comum se utiliza da imposição das mãos e da intenção do terapeuta de canalizar ou transmitir um pouco de sua própria energia ao paciente.
Sua prática é também associada a diversas artes marciais chinesas, como o Tai Chi Chuan. Neste contexto, além de ser uma forma de aprimorar a saúde do praticante o Chi Kung também pode ser empregado como método de defesa ou de ataque.
Escolas
Os diferentes tipos de Chi Kung também podem ser classificados em cinco principais escolas, em função das influências recebidas ou de seus propósitos:
• Escola Terapêutica (Yi Jia): visa o fortalecimento do corpo e da mente, o tratamento de doenças e a longevidade;
• Escola Marcial (Wu Jia): objetiva o fortalecimento do corpo e da mente e o desenvolvimento de habilidades marciais;
• Escola Taoista (Tao Jia): tem como principal objetivo o desenvolvimento espiritual, através do controle da respiração e da visualização;
• Escola Budista (Fo Jia): objetiva principalmente o desenvolvimento espiritual através da meditação; e
• Escola Confucionista (Ru Jia): seu objetivo principal é o desenvolvimento mental/intelectual. 
     Sistemas
Podem ser destacados entre os sistemas de Chi Kung mais conhecidos na atualidade as seguintes práticas:
• Baduanjin (八段錦): oito peças de brocado
• Zhan Zhuang (站樁): permanecer quieto como uma árvore
• Yijinjing (易筋經): renovação dos músculos e tendões
• Wuqinxi (五禽戲): o jogo dos cinco animais
• Lian Gong
• Chan Si Gong (纏絲功): enrolar o fio de seda 

  Como é chi kung relacionadas com kungfu 
 
Todos os kungfu grande faz uso de treinamento de energia (que é chi kung) para desenvolver força interna, sem o qual ela permanece em seu nível, mecânico externo, considerado por artistas marciais chinesas como áspero e de classe baixa. Assim, um mestre kungfu pode olhar, e realmente é, suave, mas com sua força interna, ele pode causar muito dano ao seu adversário se ele quiser. Além disso, sua força interna não diminui com a idade, e ele pode aplicá-lo para uso pacífico em sua vida diária. Ao contrário de muitos outros sistemas de artes marciais onde o treinamento em si muitas vezes resulta em lesões físicas bem como emocionais, kungfu treinamento com chi kung chi aumenta o fluxo harmonioso, promovendo assim a saúde, vitalidade e longevidade.

Quais são os benefícios de praticar o chi kung?
 
Há muitos benefícios maravilhosos derivados de praticar chi kung, e eles podem ser generalizados nas seguintes cinco categorias:
  1. Curar doenças e promoção da saúde.
  2. Aumentar a vitalidade e desenvolver a força interior.
  3. Promover a juventude e longevidade.
  4. Expansão da mente e do intelecto.
  5. Cultivo espiritual.
Muitos tipos de chi kung se concentrar em apenas uma ou duas das categorias acima, mas uma capa poucos todos os cinco. Por exemplo, a maioria dos tipos de Chi Kung Médico visam principalmente a cura da doença, praticamente todos os tipos de chi kung sexual enfatizam unicamente na juventude, enquanto Shaolin Cosmos Chi Kung toca em todas as cinco categorias acima mencionadas de benefícios.

Como é que a prática do chi kung curar as chamadas doenças incuráveis
 
É preciso, em primeiro lugar, perceber que o paradigma da medicina convencional é apenas uma das muitas maneiras de olhar para a saúde ea doença, e não é necessariamente a única maneira correta. De acordo com o paradigma médico chinês, não há tal coisa como uma doença incurável, embora um doente seja incurável se a sua doença, mesmo que simples, tem causado danos para além de um certo limite. Nenhuma doença é incurável, porque é nosso direito de nascença naturais para superar todos os tipos de doenças - se os nossos sistemas psicológicos e fisiológicos estão trabalhando do jeito que deve funcionar. Doença ocorre somente se um ou mais desses sistemas naturais falham em suas funções. Quando todos os nossos sistemas estão funcionando naturalmente, os chineses figurativamente descrever esta condição como o fluxo de chi harmonioso, ou seja, o fluxo de energia que fornece a informação certa para todas as partes do nosso corpo (ea mente), que fornece a defesa direito ou imunidade quando necessário, que repara todos os nossos desgaste eo rasgo, que os canais de distância resíduos tóxicos e emoções negativas, e que executa outras inúmeras coisas para manter tão vivo e saudável, está funcionando da maneira que deveria. Se esse fluxo harmonioso chi é interrompido, a doença ocorre. O forte do chi kung é restaurar e melhorar esse fluxo harmonioso chi, assim, superar a doença, independentemente dos rótulos pode-se usar para definir os seus sintomas, e promover a saúde, o que os chineses têm sempre considerado mais importante do que curar doenças. É importante notar que a alegação de chi kung para superar a doença e promover a saúde não se baseia apenas na explicação acima filosófica, mas em milhares e milhares de casos práticos.

Inspiração da natureza
O grou

 
 Grou de crista vermelha: os taoístas observaram os movimentos rituais destas aves como inspiração para a criação de diversos movimentos de Chi Kung.
Segundo a tradição chinesa, diversos movimentos de Chi Kung foram criados pelos sábios taoístas a partir da compreensão de princípios da Natureza e da observação dos movimentos dos animais considerados por eles como mais espiritualizados.
O Grou de crista vermelha (G. japonensis) é uma ave considerada sagrada na China e no Japão, tema de diversas pinturas, esculturas, e ornamentos.
Na sequência das "12 formas de Chi Kung" ensinada entre as práticas de Tai Chi Pai Lin, há duas formas inspiradas no grou de crista vermelha (Grus japonensis), a "Respiração do Grou" e o "Passo do Grou".
Na sequência dos "Exercícios para a Saúde dos 12 Órgãos Internos (panos de seda)" há também 3 movimentos inspirados na observação do grou.
Um dos treinamentos propostos nestes exercícios se assemelha ao tipo de alongamento do pescoço representado na pintura ao lado pela imagem da ave que levanta seu bico para cantar. 

A Tartaruga


 Tartaruga: símbolo de longevidade para os taoístas
Nas "12 formas de Chi Kung" e na sequência de "Exercícios para a Saúde dos 12 Órgãos Internos (panos de seda)" ensinada pelo Mestre Liu Pai Lin há também movimentos associados à tartaruga, considerada pelos taoístas um símbolo de longevidade: a "Respiração da Tartaruga" e o "Exercício da Tartaruga".
Na foto da tartaruga exibida ao lado podemos perceber a inspiração do movimento "Exercício da Tartaruga", onde o praticante após se agachar e encolher volta a se esticar e alonga o pescoço para a frente e os braços para trás, de modo semelhante ao movimento da tartaruga ao sair do casco. 


Como é chi kung relacionadas com Zen ou meditação
 
Há três aspectos em todos os tipos de chi kung, ou seja, forma de energia, e da mente. Se você praticar somente a forma, sem a energia e as dimensões mente, então você está apenas realizando exercícios físicos, estritamente falando, não chi kung, pois não há formação de energia. Para um controle eficaz da energia, você tem que digitar o que é chamado em termos modernos "a chi kung estado de espírito". No passado, este foi chamado de "entrar Zen" ou "entrar silêncio". Quando você está no Zen ou de um estado meditativo da mente, você pode, entre outras coisas, toque a energia do cosmos e direcionar a energia flua para onde quiser em seu corpo. É este aspecto mente de chi kung, ainda mais que seu aspecto de energia, que permite aos mestres chi kung para realizar aquilo que os leigos chamam de milagres, ou, dependendo de sua atitude, falsidade.
O Segundo Congresso Mundial sobre Qigong foi realizada de 21-23 novembro de 1997 em San Francisco, EUA, onde alguns dos melhores mestres do mundo conhecido e cientistas reunidos para demonstrar e ampliar a influência de qigong (chi kung) como uma prática viável e essencial para melhorar a vida diária e como um fator efetivo para cuidar da saúde. Sifu Wong Kiew Kit da Malásia foi premiada como "Mestre de Chi Kung do Ano", e Professor Feng Li Da da China foi premiada como "Scientist Research Qigong do Ano" no Congresso

Kung Fu Chien- Hou

                              Video Chien Hou Quan

 
               Fotos Equipe Chien Hou.   
                         Um trabalho voluntario em uma escola estadual de Osasco.